«Desde que vim, só uma noite me pude esquecer de que não estava no Porto.»

«Das senhoras que concorreram, merecem especial menção as meninas Machados, que são muito estimaveis e sympathicas.»

Referindo-se ao Bom Jesus do Monte dissera Eduardo Valladares, como o leitor viu, que «n’aquellas sombras deliciosas sente a gente abrir-se o coração para sentimentos novos.»

Quereria elle dizer que a sua alma se estava enflorando para exuberantes primaveras e auroras ainda não conhecidas?

O futuro nol-o dirá.

No attinente á apreciação de Braga, corre-nos obrigação de lembrar ao leitor que o filho do bacharel Valladares escrevia n’um tempo em que Braga conservava ainda os biocos d’uma verdadeira provinciana.

Vão hoje, em pleno anno de 1870, visitar a capital do Minho e dir-me-hão se não enlevaram os olhos nas graças das damas bracharenses que passeiam a sua elegancia por entre os alegretes do campo de Sant’Anna.

Homens de capote só os ha lá... quando está frio, o que se me afigura uma prova irrecusavel do bom senso da população masculina d’aquellas paragens.

Diz um adagio «Deus dá o frio conforme a roupa». Quer-me parecer, porém, que seria muito mais verdadeiro e sensato dizer se «Deus deu a roupa por causa do frio.»

Quanto aos sinos, ainda em 1870, como então, são egualmente detestaveis os de Braga e os... do Porto.