Depois... trabalhei e soffri.

Mas a felicidade que me trasbordava do coração quando escrevi este romancesinho, nunca mais voltou.

É que a mocidade não volta.

Lisboa—1903.


I

Sebastião Valladares tinha carta de bacharel em leis pela Universidade de Coimbra e abrira banca no Porto ao tempo de contrahir casamento com uma senhora bracharense. E certo é que os créditos juridicos de Sebastião Valladares estrondearam em Coimbra durante os cinco annos do seu curso de leis.

Manda, porém, a verdade dizer que a nomeada do talentoso advogado não encontrou entre os demandistas portuenses o écho que remurmurava ainda nos salgueiraes do Mondego. A levada dos clientes, sempre tumultuosa, não affluira á banca do moço bacharel.