Em 1867 appareceram ainda com igual pseudonymo, no jornal litterario Mocidade, umas Cartas á vontade, a Cecilia, devidas á penna sempre modesta de Gomes Coelho.
As Pupillas do senhor reitor não vieram completas, quando o author regressou ao Porto, e a causa de só começarem a ser publicadas no Jornal do Porto em maio de 1866 foi de certo o ter de se preparar para concorrer pela segunda vez em janeiro de 1864 ao logar de demonstrador da secção medica da Eschola.
No anno seguinte, apresentou-se pela terceira vez candidato ao mesmo logar, e n'esse mesmo anno foi despachado.
Já que estamos fallando da sua carreira cathedratica, diremos que por decreto de 27 de julho de 1867 fôra promovido a lente substituto da mesma secção, e que{17} por decreto de 27 d'agosto do mesmo anno recebera a nomeação de secretario e bibliothecario da mesma Eschola.
Em maio de 1866, como já dissemos, principiaram a sahir em folhetins as Pupillas do senhor reitor, que em outubro do anno seguinte se publicaram em livro. D'este romance, o primeiro volume que se brochou offereceu-o Julio Diniz a seu primo e amigo, o snr. José Joaquim Pinto Coelho, como brinde natalicio, sendo esta uma das mais intimas festas de familia a que não costumava faltar.
O romance Pupillas do senhor reitor conta já tres edições successivas.
No Jornal do Porto, de 7 de fevereiro d'este anno (1872) appareceu a seguinte noticia:
JULIO DINIZ.—O rasto luminoso que o talento de Julio Diniz deixou na liiteratura portugueza não se apagará jámais.
O dito d'Horacio não é,—ainda bem!—uma palavra vã—Non omnis moriar. Julio Diniz começa a reviver na posteridade, e o Diario de Noticias do dia 5 mais nos entalha na alma esta profunda convicção com a seguinte noticia:
«Lord Stanley of Alderley está preparando a versão para inglez do lindo romance—As Pupillas do senhor reitor, de Julio Diniz.