Encostando-se ao balcão, perguntaria:
—Tem champagne?
—Tenho, sim, senhor.
E abrindo um armario mysterioso, cheio de retortas, alambiques, garrafas e garrafões, o dono do estabelecimento demorar-se-ia um instante operando chimicamente.
Passada meia hora, quando muito, apresentaria uma garrafa de champagne, feito talvez de petroleo, talvez de azeite, talvez de vinagre: composição sua.
O freguez poderia extranhar que a garrafa não tivesse capsula de chumbo, mas apenas uma velha rolha porosa.
O dono do estabelecimento responder-lhe-ia imperturbavelmente:
—É verdade isso, mas eu preoccupo-me mais com a qualidade dos meus vinhos do que com a apparencia das garrafas.
Lucullo, sentado á sua mesa de familia, provaria o champagne, e ficaria por ahi, a não ser que quizesse envenenar-se.[{22}]
Mas, para não ser o unico a cahir no logro, calar-se-ia e, para rir um pouco, aconselharia a toda a gente que fosse comprar o bello champagne da loja do Elephante azul.