—Mas... fallou! gritou cheio de jubilo o fallador.

O generoso—Vá, rapazes, lembrem-se vocês d'alguma festa, e contem commigo. Póde-se tirar partido de tanta coisa! Querem um arraial? Eu dou o fogo de vistas. Querem uma reg ata? Eu dou os premios. Querem uma burricada? Eu dou os burros.

—Não os ha, diz alguem, do lado.

—Qual não ha! Tudo são difficuldades! Já não ha rapazes!...

—O que não ha são burros.

—Burros! ha sim, sr. Eu encarrego-me de os mandar vir pelo caminho de ferro ou, se tanto fôr preciso, pelo telegrapho. Onde ha dinheiro, ha tudo.

O sovina—Andam ahi a fazer uma subscripção? Tem graça! Quem encommendou o sermão, que o pague. Eu nunca na minha vida dei dez réis para divertir os outros. Pelo contrario, o que eu quero é que os outros me divirtam a mim. Agora uma soirée! Não vou a parte nenhuma para tomar chá. Tomo-o em minha casa[{34}] quando quero. De mais a mais uma soirée com bolos saloios, que quebram os dentes á gente! E chá de herva cidreira ainda por cima! No chá não se admitte meio termo: ou bom ou nada. Eu não gosto senão do Hyson. E depois dá cá dez tostões! Ora que tal está a maroteira! Queriam dançar? Dançassem a sêcco. Quanto mais leve se está, melhor se dança!

O pai extremoso—É a primeira vez que o cavalheiro vem a esta praia?

—Sim, sr.; é a primeira vez.

—Então hade conhecer poucas senhoras?