—O que queres dizer?

—Quero dizer que encontrei na rua, abandonada, esta pobre creança, que não sabe ao certo quem são os seus pais e onde moram.

E o pequeno, escondendo o rosto choroso entre as mãos, arquejava, soluçava...

—Vendo-o, pensei commigo mesmo: Onde cabem vinte, podem caber vinte e um. Eis aqui está o que eu pensei, e trouxe-o commigo.

—Que Deus nos ajude, homem! mas já estávamos tão sobrecarregados!

—Quando tinhamos apenas seis filhos já diziamos isso mesmo! E comtudo tem havido logar para todos, nenhum d'elles ainda morreu de fome.

—Pois bem! fique o pequeno.

A creança conservava-se ao canto da casa, soluçando, arquejando.

—Disseste que era bonito o pequeno?

—Olha para elle, e verás os lindos olhos que tem!