O medico que a passára era uzeiro e vezeiro em justificar a cabula dos estudantes, que lhe pagavam a justificação.

Do alto da cathedra, o professor, tendo relanceado os olhos á assignatura da certidão, perguntou:

—Ó sr. Fulano! se estivesse doente chamava este medico para o tratar?

O estudante respondeu com promptidão e firmeza:

—Não, senhor.

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Tinha Antonio Feliciano de Castilho ido ao Rio de Janeiro, e fôra recebido em audiencia particular pelo imperador D. Pedro II.

A conversação versou, como era natural, sobre assumptos litterarios.

Castilho havia sido prevenido de que o imperador, por amor á discussão com homens notaveis, gostava de que elles o contrariassem nas suas opiniões.

Assim avisado, se o imperador dizia que tal[{47}] objecto era branco, Castilho sustentava que esse mesmo objecto era preto.