Ás 9 horas davam os tres primos entrada nos salões do commendador Raio, que estavam deslumbrantes de bellezas bracarenses.

Luiz de Lemos valsou, polkou, namorou, com o prestigio que lhe dava a sua lenda de morgado rico de Boaças.

Mas, a meio da noite, lembrou-se de que ainda não tinha fumado.

Encontrou um dos primos.

—Ó tu! onde é que se fuma?

—Ali, respondeu o primo Frederico, indicando-lhe uma pequena sala.

—Bem. Vou fumar. Olha lá, sê prudente: não digas a ninguem que a minha casaca... é tua.

O primo riu-se.

Luiz de Lemos entrou na pequena sala, onde{148} muitos cavalheiros de Braga estavam fumando, incluindo o escrivão de fazenda.

Accendeu o seu charuto, pousou a claque sobre a mesa, conversou com os conhecidos e os desconhecidos, riu, falou de cavallos e de mulheres, mas como ouvisse annunciar uma valsa, levantou-se, pegou na claque e dispunha-se a passar ao salão de baile.