Quando elle já tinha sobraçado a claque, o escrivão de fazenda, que estava de pé, reparando na outra claque que tinha ficado sobre a mesa, dirigiu-se ao morgado de Boaças:

—V. ex.ª enganou-se...

—Enganei-me! Como?

—Essa claque não é de v. ex.ª.

O morgado olhou fito no escrivão de fazenda, voltou-lhe as costas e dirigiu-se para a porta.

O escrivão de fazenda seguiu-o, e já no corredor, abordou-o:

—Essa claque não é de v. ex.ª.

—Não é, não sr., mas que tem o cavalheiro com isso?

—Peço perdão a v. ex.ª, mas ha aqui um pequeno engano...

—Não ha engano nenhum, replicou o morgado. Acha que a claque não é minha?