Grande grita se levantou de entre os populares. Os hospedes do Hotel do Padre riam a bandeiras despregadas. Um rapazito atirou-se ao rio, para ir salvar sua alteza, que barafustava na agua. Cheirava-lhe a grande gorgeta, ao rapazito; nadava como um desesperado.

Foi-lhe facil trazer para terra o principe, e o barco. Mas o principe, que estava de fato branco, precisava mudar de toilette. A decencia reclamava-o. E emquanto o criado corria ao hotel, a pedir{52} outro fato para sua alteza, o desgraçado principe da Ribária, mettido dentro da mala, só com a cabeça de fóra, evitando olhar para qualquer parte, esperava humilhado...{53}

VI

—E eu que sei quem elle é! apostrophou o Maldonado, que era o mais silencioso de todos nós.

Achámos graça á observação, espicaçámos o Maldonado.

Elle explicou que tinha estado n'aquelle anno no Porto e que tambem lá tinha apparecido o commendador Piratinino, de fato branco, o qual seguiu d'ali para as Caldas de Vizella.

Era... disse-nos o nome, que não vem para o caso.

Mas como o Maldonado houvesse quebrado o seu silencio habitual, o Vasconcellos intimou-o a dar qualquer pequeno contingente para o nosso Decameron.

Que não; que não sabia historia nenhuma. Que não tinha geito para contar.

E a assemblea insubordinada:{54}