—Qual historia! Se lhe deve dinheiro, diz tudo.

O Gonçallinho Jervis lembrou a phrase—cardumes de rouxinoes. Outro, não sei qual, recordou-se{118} do tico, tico. O caso do passaro—já nenhum de nós lhe atinava com o nome—que cosstuma dizer «João, corta pau», despertou grande galhofa.

—Mas é que os brazileiros, disse o Athayde, têem a mania de que todos os passaros dizem alguma coisa.

Gargalhada geral.

—É isto, insistiu elle. O Rodrigues, que vae muito á Havanesa, já uma vez me contou que ha no Brazil uma especie de rôla, que diz sempre: «Fogo pagou.»

—Pegou, é que ha de ser.

—Elle disse «Fogo pagou».

—E ha de ser assim. Julgavas então que no Brazil eram as rôlas que davam o signal de incendio!

Novas gargalhadas.

O Leotte lembrou que já passava das oito horas. Se não havia de ser elle que o lembrasse! Desandamos para o Victor, porque havia chegado o momento de começar o nosso sarau litterario—com a assistencia do brazileiro e de sua esposa.