No alto da rua nova de Santo Antonio levantou-se um arco de triumpho, de ordem composita, firmado em quatro columnas; resaltavam dos intercolumnios arnêzes, grévas, escudos, bandeiras e lanças entrelaçadas com listões de murta, ramos de oliveira, palmas e louros. Nos dois grandes pedestaes sobre que descançavam as columnas, lia-se:
Sempre engrandeça a patria lusitana
Vosso nome immortal, claro, e subido;
E a Casa restaurada de Bragança
Tenha em thesouro seu vossa lembrança.Condest.[{138}]
Esta Cidade forte, e populosa,
Colonia antiga do poder Romano,
Cavou a sepultura temerosa
D'um gigante nas obras deshumano.Affons. Afric.
Egualmente estavam enfloradas as cornijas, architraves e os frizos. Sobre o portico erguia-se o escudo das armas da cidade; por cima da balaustrada que corria ao longo do arco, havia quatro estatuas que figuravam:
A SAUDADE
Mostrava um livro aberto em que se lia: 1.º e 2.º de Setembro de 1809. (Dias em que saíram do Porto as tropas.) No pedestal estava escripto:
Deixando a Patria amada, e proprios lares
Se mostraram nas armas singulares.Cam.
A ALEGRIA
Indicava em outro livro a data: 15 d'agosto de 1814. (Dia da entrada das tropas.) Lia-se no pedestal:
A Deus, ao Rei de quem a paga esperam
Fazer maior serviço não puderam.Malac.
A VICTORIA