Mas constitue um achado, que reputei feliz, e que me deixou contente quando se me deparou n'uma epoca em que eu versava com enthusiasmo assumptos literarios.
Se hoje dou a lume esta carta de Chiado, foi porque para esse effeito encontrei as maiores facilidades n'uma empreza editora, que se tem assignalado por bons serviços ás letras patrias.
Não é que eu fie do exito d'esta monographia e fique imaginando que hão de acudir a compral-a numerosas legiões de leitores.
Em Portugal só o romance francez tem procura no mercado.
Qualquer outra especie literaria representa um desastre de livraria.
Por haver chegado a esta convicção é que nunca pensei em fazer segunda edição das Obras do poeta Chiado, que bem podia ter sido enriquecida com a materia do presente opusculo e com varias correcções que me foram indicadas, sobre a difficil interpretação dos textos, pelos srs. visconde de Castilho, Antonio Francisco Barata e professor Epiphanio.
Mas seria perder tempo, e o tempo é a vida. Esperdiçal-a era desatino. Poupemol-a.
Estou n'este ponto de vista ha muito tempo.
Lisboa, 9 de julho de 1901.