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[«a dedicatoria da Maria Moysés a Thomaz Ribeiro.»]
Diz o texto d'essa dedicatoria:
A
THOMAZ RIBEIRO
«São passados dez annos depois que vieste aqui. Foi hontem; e a pedra onde gravei o teu nome está denegrida como a dos tumulos antigos. Debaixo d'ella estão dez annos da nossa vida. Jazem ali os homens que então eramos. Estou vendo Castilho encostado ao frizo da columna tosca; estou ouvindo os teus versos recitados em nome de meus filhos... Ah! é verdade... tu não os recitaste porque tinhas lagrimas na voz e no rosto. Que faria de ti a politica, meu querido, meu poeta da patria e da alma:
«S. Miguel de Seide, novembro de 1876.»
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[«A inscripção está quasi apagada, como já se apagou tambem a vida das pessoas a quem ella se referia.»]
O modesto monumento, de que fiz mais larga menção[{60}] no opusculo Uma visita ao primeiro romancista portuguez em S. Miguel de Seide, Porto, 1885, falla-me saudosamente de seis pessoas, cuja memoria conservo muito viva entre as mais gratas lembranças do passado.
D'essas seis pessoas, as ultimas a morrer foram Eugenio de Castilho, fallecido a 8 de janeiro de 1900, e Thomaz Ribeiro, a 6 de fevereiro de 1901.
Embora tenha de fazer uma annotaçao talvez demasiadamente longa—o que não sei se é proprio do teor das annotações—não posso ter mão em mim que não complete, para o meu espirito, a historia do monumento de Seide com as recordações que me são suggeridas pelos nomes de Eugenio de Castilho e Thomaz Ribeiro.
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