Notei que Landim é uma terra abundante de alfaiates. Só á porta de uma casa, vi sete trabalhando ao ar livre; fizeram-me lembrar a historia dos sete alfaiates lendarios, que foram precisos para matar uma aranha.
Mal acabamos de almoçar, partimos para Seide, onde chegamos perto das dez horas da manhã. O sol tinha já descoberto; a nevoa, que havia sido intensa, dissipara-se completamente.[{8}]
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Os meus olhos esperavam avidamente o momento de avistar a casa que fôra de Camillo.
Tomados de um instinctivo respeito, iamos ambos calados, o sr. Trêpa e eu.
De repente, surgiu-nos o portão ensombrado por duas grandes acácias, que pendem sobre elle.
—É ali! disse eu.
—É ali! repetiu o sr. Adriano Trêpa.
E, passando respeitosamente por deante do portão, que dá para o largo da egreja parochial, dirigimo-nos á casa onde actualmente residem os netos de Camillo, a dois passos de distancia.
Toda a gente se lembra ainda da deploravel questão que, a meu pezar, sustentei com o visconde de S. Miguel de Seide, segundo-genito de Camillo, sobre a existencia de uma filha natural do grande romancista, casada no Porto.