—Rachel, observei eu, exprimia na vida de Camillo a saudade do passado. Com esse nome foi designada[{10}] a sr.ª D. Anna Placido em muitos dos versos amorosos que ella lhe inspirou.

—Exactamente. É verdade.

Apresentou-me depois os restantes filhos que estavam em casa: Nuno e Simão, em cujas physionomias, doces e intelligentes, prevalece um accentuado typo de familia.

—Simão, observei eu, tambem foi um nome intencionalmente escolhido.

A sr.ª D. Anna confirmou com um gesto.

—É o do protogonista do Amôr de perdição, acrescentei. Oxalá que este menino seja mais feliz.

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* *

Como eu tivesse insistido no desejo de vêr o pequeno Camillo, por saber que era o neto querido do avô, foram procural-o emquanto conversavamos a respeito de seus irmãos.

E iamos já a sahir em visita á casa onde o grande Camillo morreu, quando appareceu o joven Camillo, denunciando um certo ar de extranheza no olhar suavemente penetrante e perspicaz.

—Este menino, disse-me a sr.ª D. Anna, nasceu a 16 de maio de 1888, no mesmo dia em que o avô fazia annos. Nos Amores de Camillo vem esta observação, que é exacta.