Depois de fallar ao rei, Alvaro Vaz correu ancioso a abraçar o infante D. Pedro, que estava em Coimbra, nas suas terras.
O infante D. Henrique acampanhou-o.
Houve então alli um como conselho de familia para se deliberar sobre o que cumpria fazer. O momento era angustioso; a resolução difficil. A reunião do conselho repetiu-se quando se soube que o duque de Bragança tinha sido chamado á côrte.
Alvaro Vaz de Almada opinou que a todo o custo o infante devia impedir a passagem ao duque[[56]].{104}
Este parecer foi acceito.
Para o executar, D. Pedro moveu a sua gente, que de Penella seguiu para a Louzã, e da Louzã para a aldeia de Villarinho, sendo a vanguarda confiada a D. Jayme, filho do ex-regente, e a D. Alvaro Vaz de Almada. O proprio D. Pedro commandava a rectaguarda.
Quando chegaram ao logar de Serpiz, soube o infante que o duque de Bragança estava apenas a meia legua de distancia.
Logo que isto constou a D. Alvaro, não lhe soffreu o animo mais delongas. Sem dizer nada ao infante, metteu esporas ao cavallo, e foi vêr o arraial do duque. Quando voltou, vinha radiante; mas D. Pedro acolheu-o com tristeza, pesaroso de que elle o não tivesse consultado primeiro.
Perguntou-lhe o infante o que tinha visto.
D. Alvaro respondeu com decisão: