O conde de Avranches não escapou a esta medida geral, que abrangia tanto os vivos como os mortos.
«Morto o conde de Avranches, foram-lhe logo os bens confiscados como de reo de alta traição: a casa da actual rua do Almada, sobre o Calhariz, campo então, e afastado, e mais uns terrenos em Caparica. Tudo se doou em 25 de agosto de 1449 a Alvaro Pires de Tavora, chamado o velho, filho de Lourenço Pires de Tavora e de Alda Gonçalves, e do conselho d'elrei D. Affonso V. Esses bens conservam-se{128} ainda, na sua maior parte, em poder do actual representante dos Tavoras, o sr. marquez de Vallada, etc.»[[68]]
Quantos lisboetas ignorarão ainda hoje que foi o famoso conde de Avranches, espelho da cavallaria portugueza, como muitos escriptores lhe chamam, que deu o nome a essa aliás modesta rua, proxima do Calhariz!
Alvaro Vaz de Almada, primeiro conde de Avranches, casou duas vezes.
A primeira com D. Isabel da Cunha, filha de Alvaro da Cunha, quinto senhor de Pombeiro, o qual era filho de João Lourenço da Cunha e de sua mulher a celeberrima D. Leonor Telles[[69]].{129}
A lista dos filhos de Alvaro Vaz de Almada, publicada nos Retratos dos varões e donas, é deficiente. Nos nobiliarios da Torre do Tombo encontra-se a seguinte noticia genealogica, que deve completar a sua biographia:
Do primeiro casamento, nasceram cinco filhos, a saber:
1.º D. João de Almada, cuja geração se extinguiu.
2.º D. Leonor, solteira.
3.º D. Violante da Cunha, primeira mulher de Fernam Martins Mascarenhas, capitão de ginetes, do qual se apartou.