Disse.»

A minha passagem por S. Bento não vale chronica de maior folego.

Rememorei o facto; e mais nada. Cerro por aqui o capitulo. Não tenho pelo parlamento saudades nem desdens. Mas dos homens com quem lá convivi e tratei mais intimamente conservo gratas recordações, e essas quero-as deixar archivadas n'este livro.

P. S. Voltei ao parlamento em abril de 1890, eleito{62} por um circulo do districto do Porto. Tambem d'esta vez não tive que sacrificar carneiros para voltar. Mas que differença! Os homens são quasi todos os mesmos de 1882, poucos a morte dizimou; mas os costumes politicos têem peorado consideravelmente. Ouvi discursos que expludiam como bombas de dinamite, e na tempestuosa sessão de 15 de setembro vi as opposições, pondo de parte a eloquencia, levantarem conflictos de mãos e pés. É a melhor maneira que eu encontro para dizer que houve vias de facto, e pateada. Que differença! que differença!

Decididamente, o maior inimigo do parlamentarismo é... o parlamento.


{63}

VI

Antonio Rodrigues Sampaio

O maior elogio de Sampaio está precisamente n'esta phrase que todos têem repetido: «É um homem que faz falta.» Fazer falta, n'uma época em que todos julgam servir para tudo, é uma glorificação.