Aproximando-se vivamente delles, e guiando-os pela mão para a frente da scena.
Por Deus, calae-vos!
Ignoram vosso amor esses guerreiros.
Da patria elles falavam:
Não a trahir juravam.
E vós? Vós que sois filhos
D'elrei de Portugal; vós, cavalleiros,
Que d'Aviz e Lancastre a gloria herdastes,
Vosso nome manchastes
Com um affecto ignobil...
D. PEDRO E D. HENRIQUE.
Que ousaes dizer, senhor!
D. DUARTE.
Sim, ignobil affecto! Amor gerado
Entre rios de sangue, ao lampejarem
Cruzados ferros, no aduar mourisco
Á viva força entrado.
Conduziu-vos, dissestes-me, o combate
A suberbo palacio. Alto repouso
Era de morte ahi: seus defensores
Tinha-os o ferro português ceifado,
Duas mouras formosas,
Vencidas do terror, na fuga anciosas,
Cahindo a vossos pés pediram vida,
Liberdade, honra, e vós...
D. PEDRO.
Assegurámos-lhes
Liberdade, honra e vida. Oh, somos filhos
D'elrei de Portugal, e cavalleiros!
Era o nosso dever.