Sob o seu gesto candido
O engano se escondia!
Era uma idéa perfida
Que na alma lhes surgia,
Quando de Ceuta as portas
Juravam não transpôr!
Creram que a noite lobrega
Seu crime esconderia!
Perante o céu, oh miseros,
Que importa a noite, o dia,
Se de ira se ha turbado
A face do Senhor?

Pausa: com terror.

Mas se a suprema cólera
Terrivel já descesse!...
Se, em vez do goso vívido,
A morte os acolhesse!...

Erguendo as mãos.

Meu Deus perdoa aos tristes;
Cede á fraterna dor!
Oh minha mãe, da placida
Morada da ventura,
Guia-me os passos tremulos
Por esta noite escura,
Para salvar teus filhos,
Filhos de tanto amor!

SCENA VII.

A mesma sala da scena II mal allumiada pelo candelabro onde apenas arda um ou dous lumes: a gelosia está aberta: é noite escura. Lobna e Haleva saíndo pela direita, e parando de quando em quando, lançam os olhos inquietos ora para a gelosia, ora para o portico da esquerda.

LOBNA.

No seu rapido gyro foge a noite
Ligeira e socegada:
Fulgor da madrugada
Em poucas horas subirá d'oriente.
Não poderam voltar!... Respiro...

HALEVA.