Porque a vida nos pedieis,
No olhar terno amor pedindo,
Quando os golpes retinindo
Era livre inda o fugir?

D. PEDRO E D. HENRIQUE.

Porque em noite deliciosa
De deli­rios seductores,
Generosos vencedores
Só pensaveis em trahir?!

LOBNA.

Uma idéa tenebrosa
De Gulnar surgiu na mente
Nessa noite, em que estridente
Veiu a espada aqui luzir:

HALEVA.

«Ide:—disse-nos—sois bellas:
Fascinae os nazarenos,
Talvez possa assim, ao menos,
Da vingança a senda abrir!»

LOBNA E HALEVA.

A leôa do deserto
Entre as cervas se escondia:
Seu aceno constrangia
Pobre escrava a amor fingir.

D. PEDRO E D. HENRIQUE.