Que ella venha, pois, e a cerquem
Seus escravos traiçoeiros!
Portugueses, cavalleiros
Somos nós: ha-de tremer!
D. HENRIQUE.
Sabe o forte nos combates
Se este braço é prompto e duro;
O covarde, que no escuro
Fere só, o ha-de saber!
LOBNA E HALEVA.
| | | | | | | | | | | | | Oh, fugi; que aindaé tempo, Antes de ella aqui volver! | ||
| 4 | D. PEDRO E D. HENRIQUE | ||
| Partiremos! Dentro em breve Nos vereis aqui volver! | |||
O exterior da sala illumina-se de repente: a luz penetra pela gelosia, e pelos porticos da direita e da esquerda. Os infantes, que vão a sair, param e escutam.
CÔRO DE GUERREIROS MOUROS, fóra.
Gloria ao sancto propheta que aos impios
A cerviz insolente vergou,
E do amir português crueis filhos
Do muslim ao punhal entregou!
LOBNA E HALEVA.
Bateu funerea hora...
Morreu nossa esperança!