Os infantes dirigem-se para o portico da esquerda: os eunuchos apinham-se diante delles com os punhaes erguidos: o côro das donzellas arabes precipita-se na scena pela direita com gestos de assombro e terror: no mesmo tempo pela esquerda guerreiros mouros fugindo desordenados diante dos cavalleiros portugueses, que rompem por entre os eunuchos e os dous infantes.

SCENA X E ULTIMA.

Os dictos: D. Duarte: córos de cavalleiros portugueses e mouros: côro de donzellas arabes. Os mouros fugindo param no fundo da scena, e os cavalleiros portugueses prolongam-se pela esquerda. Gulnar, recuando, fica rodeada dos eunuchos e das donzellas. Lobna e Haleva refugiam-se juncto dos infantes.

CÔRO DE DONZELLAS.

Que horri­vel espectaculo!
Por toda a parte a morte...

CÔRO DE GUER.MOUROS.
CÔRO DE CAVALLEIROS.

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Ferros inuteis,ide-vos:
Cumpra-se a nossasorte!

Cede o agareno timido:
Honra ao valor do forte!

Depondo os alfanges nochão.

Brandindo as armas.

D. DUARTE.

Lançando os olhos para os eunuchos armados de punhaes estremece, e correndo para os infantes, ergue as mãos ao céu.

Vivos ainda, e incólumes!
Graças te dou, Senhor!
Laços de um impio amor
Vinha-lhes eu partir...
E a morte ia-os ferir!..
Graças, oh meu Senhor!

D. PEDRO E D. HENRIQUE.