Ai, quer o conde prender!..
Elle atrás o rosto volta;
Nem mais o pôde volver.
Em roda chammeja a terra
Verde, azul, vermelho fogo:
Delle um mar rodeia o conde:
Surge o inferno em peso logo.
Lá dos abysmos profundos
Sáem mil mastins raivosos,
Que, pelo averno açodados,
Se tornam mais furiosos.
Toma alento o conde, e foge:
Por montes, por campos vai,
Do seio arrancando a espaços
Do espanto terrivel ai:
Mas por todo o largo mundo
Atrás delle ruge o inferno,
De dia do orbe no centro,
De noite no ar superno.
Ficou-lhe a face voltada,