Perdido... tudo é perdido!
Morrer, tambem, só me resta.
Nunca eu houvera nascido!

Foge, oh sol resplandecente!

Manda a noite e os seus terrores...
Deus, oh Deus, que nunca escutas
O gemer de humanas dores.—

«Meu Senhor! A desditosa

Não pensa o que a lingua exprime.
Não julgues a filha tua:
Nem te lembres do seu crime.

Vans paixões esquece, oh filha:

Cogita no goso eterno,
No sangue que te remiu,
E nos tormentos do inferno.—

«O que é goso eterno, oh mãe,

E o inferno em que consiste?
Com Guilherme ha goso eterno,
Sem Guilherme o inferno existe.

Sem elle, que a luz fugindo,