«Oh lá, querida, abre a porta.
Dormes? Estás acordada?
Folgas em riso? Pranteias?
De mim és 'inda lembrada?—
«Guilherme, tu?! Na alta noite?
Tenho velado e gemido.
Quanto padeci!.. Mas, d'onde
Até 'qui tens tu corrido?!—
«Nós montamos á meia-noite
Só. Vim tarde, mas ligeiro,
Desde a Bohemia, e comigo
Levar-te-hei, por derradeiro.—
«Oh meu querido Guilherme,
Vem depressa: aqui te abriga
Entre meus braços; que o vento
Do bosque as crinas fustiga.—
«Rugir o deixa nos matos.
Sibilla? Sibille embora!
Não paro... que o meu ginete
Escarva o chão... tine a espóra...