Dos covaes surgem phantasmas:

Feio urrar os ares corta:
Bate incerto o coração
Da donzella semimorta.

Ao redor danças de espectros

Em remoinho passavam:
Canto de medonhas vozes
Era o canto que cantavam:

«Aflliges-te? Oh, tem paciencia!

Não fosses com Deus audaz.
Teu corpo pertence á terra:
Á tua alma o céu dê paz.—

A COSTUREIRA, E O PINTASILGO MORTO.

(Lamartine).

Tu cujas azas tremulas
O meu olhar tornava;
Cujo trinado harmonico
Meus dias alegrava,
Ai, já não ouves!—Chamo-te,
E é vão este chamar!
Chegou a estação gelida;
Foi para te matar.

Nunca me has-de esquecer! Por bem seis annos,