Punhas-te a chilrear
Quando sorrir me vias.
Oh, que par! Que viver sereno e sancto!
Estavamos tão bem!
Nosso parco alimento
Com a ponta da agulha eu mourejava,
E dizia scismando:—o meu sustento
É o delle tambem.»
Sementes varias dava-te co' a alpista,
E, qual ramalhetinho
Feito na orla do prado,
Á 'splendida gaiola atar me vias,
Para debique teu, de herva um punhado,
De alface um tenro olhinho....
Se ao menos fosse licito
Saberes que pranteio!..
Ai, foi em dia identico,
Que teu adejar veio
Fazer brilhar o jubilo
Neste triste aposento,
Onde em saudosa magua,
Sósinha te lamento!