Grata se accende!

V.

Nos gonzos ferrugentos range a porta
Do tugurio do pobre adormecido,

E descuidado;

Que do mendigo o umbral patente é sempre,
Nem carece de estar, como o do rico,

Aferrolhado.

O bom do velho ao sobresalto acorda,
E as lagrymas de alguem banham-lhe a face,

E o pranto é mudo;

Mas breve um grito e o soluçar e os beijos
E o sonho que passou e a voz do sangue

Lhe dizem tudo.