Lauretto Mina pegou n'uma guitarra, e cantou, acompanhando-se com o instrumento, uma canção arabe, primeiro lenta e terna, mas accelerando gradualmente o movimento, até tornar-se ardente e rapida.
As bailarinas seguiram-o, executando uma d'essas dansas egypciacas, brandas e lascivas, que terminou n'uma especie de furia de bacchantes.
Pozzoli soltava gargalhadas estridentes, batia as mãos, rebolava-se pelo divan.
Quando o bailado acabou, elle berrou:
—Mais! mais!...
—Mais não! replicou Lauretto. Eu e ellas é que sabemos se foi bastante.
—Então bebamos!
—Olha, cá está o teu copo grande, disse o tenor.
E apresentou-lhe um copo enorme, que podia conter todo o liquido d'uma garrafa.
Pozzoli encheu-o de vinho de chypre.