Dezoito mezes depois, no fim de abril, o conde de Bizeux e Estephania de Bizeux, sua filha, esperavam, no molhe de Saint-Malo, a chegada do vapor de Jersey, em que vinham o visconde e a viscondessa de Bizeux, de regresso da America do Sul, via Liverpool e Southampton.
O conde era um velho extremamente sympathico, de elevada estatura e aspecto veneravel e terno.
A menina de Bizeux contava trinta e seis annos.
Tinha o rosto ossudo, aspecto altivo e severo, e comtudo, do conjuncto das suas feições e de toda a sua pessoa, resaltava o cunho da alta estirpe.{158}
O conde esperava ancioso a chegada do filho que estremecia, e que ia tornar a vêr depois de prolongada ausencia.
Assistira ao casamento do visconde em Inglaterra, e depois viajára durante um mez, com os recém-casados, pela Escocia e pelo paiz de Galles.
A nora conquistara-o sem difficuldade logo nos primeiros dias, pelo finissimo espirito de que era dotada, e pelos cuidados, affectuosos e ternos, de que o rodeava.
Sentia tanta impaciencia de a abraçar, como de abraçar o filho.
A menina de Bizeux esperava a cunhada, que nunca vira, com disposições menos benevolas, e até com uma especie de desconfiança.
O pae occultara-lhe cautellosamente que Laura tinha sido cantora, e que estivera escripturada em diversos theatros.