O apparelho da chalupa compunha-se d'um mastro e d'um gurupés, d'uma vela grande e d'uma bergantina.

Com mau tempo tomavam quatro rizes á vela grande, e como o mastro se inclinava para a proa, a chalupa navegava maravilhosamente com aquelle unico panno.

Graças á largura do barco e ao pouco comprimento relativo do casco, a chalupa virava com facilidade, cedia bem ao vento e obedecia docilmente á canna do leme.

Antonino mandou o barco para Roscoff, ensinando com precisão a Laura toda a manobra das velas.

Era necessario um marinheiro, mas o visconde achava mais encanto a embarcar só com sua mulher, e Laura era um marinheiro agil e encantador.

Muitas vezes embarcavam de manhã.

Um creado levava-lhes, até ao caes, um cesto com provisões.

Antonino embarcava primeiro, e, antes que Laura estivesse a bordo, armava a vela.

Depois ajudava a esposa a saltar para a chalupa, e sentavam-se ambos na camara oval, tendo a resguardal-os do sol um toldo de lona.

Então Antonino gritava ao creado, que ficava no caes: