Faltava baptisar o sino e consagrar a capella.

O arcebispo de Rennes fôra convidado para esse fim, respondendo que iria proceder á dupla ceremonia no primeiro domingo do mez d'agosto.

Esta noticia, como era de suppôr, causou grande sensação em todos os castellos e parochias dos arredores, e todos foram unanimes em declarar que só{176} ao conde de Bizeux se poderia dever semelhante honra.

Afinal o arcebispo accedera com tanta mais vontade ao convite que o conde lhe dirigira, quanto era certo que, da sua visita ao castello, esperava ganhar a annuencia e o concurso do velho fidalgo para uma obra tão excellente de certo, e muito mais util, que a inauguração da capella.

Tratava-se de terminar um hospicio para marinheiros, edificado por subscripção em Saint-Servan, sob a direcção d'uma commissão, de que o arcebispo era presidente.

Tinham angariado já umas centenas de mil francos, com que o edificio principiára a ser construido, mas faltava ainda mais uma centena para material e mobiliario, e as bolsas estavam exhaustas.

Entretanto era indispensavel arranjar aquella quantia, e por isso o arcebispo desejava fallar com o conde.

Estephania fez no castello uma verdadeira revolução, para que a recepção de monsenhor fosse em tudo digna do alto cargo ecclesiastico que elle desempenhava.

Enfeitou a capella com arbustos e flores, e mandou vir organistas e coristas da cathedral de Rennes.

A missa, por musica vocal e instrumental, estava distinada a produzir sensação, como effectivamente{177} produziu, mas devido talvez a uma circumstancia com que a menina de Bizeux não contava.