Era o camarim de Linda. A cantora estava caida por terra, pallida, meio desmaiada.
O phosphoro que Antonino tinha na mão, apagou-se.
Com um outro, tentou accender o gaz, não conseguindo, felizmente o seu designio.
—Onde estou eu? perguntou Laura de repente.
—Venha, venha! respondeu o visconde com voz imperiosa.
Guiado pela voz de Linda, approximou-se d'ella, tentando tomal-a nos braços para a conduzir.
—Deixe-me, senhor, eu posso caminhar... Basta que me dê a mão.
Pela porta aberta entrou no camarim uma claridade sinistra.
Fumo azulado sahia por entre as fendas do soalho e subia até ao tecto, onde se immobilisava em camadas cinzentas.{13}
Antonino e Laura sahiram do camarim e embrenharam-se nos corredores, onde dançavam já as chammas do incendio.