Recordou-se de tudo.

Laura, a sua Laura, que nos accessos febris nem um momento deixava de chamar, não estava alli, abandonára-o.

Porque?

Quando?

Ah! sim, recordava-se... fôra uma manhã...

Mas ella fugira só?

Accudiu-lhe á memoria o fatal telegramma...

Mas ao mesmo tempo lembrou-se d'uma carta,—d'uma carta d'ella!—que não tivera tempo d'abrir.

Interrogou seu pae.

O conde entregou-lhe então as duas cartas de Laura, cuja leitura só podia fazer bem ao doente.