Estava livre!
Vestiu-se sem perda d'um segundo.
As mãos, tremulas ainda pelo supplicio supportado, difficilmente cumpriam a sua missão.
Sentia-se banhada em suor frio.
Não prestou attenção á fórma pela qual se vestia.
Pensava.
O que deveria fazer? Acordar o porteiro? Esse meio poderia ser bom meia hora antes. N'aquelle momento,{301} como era possivel que o crime estivesse consumado, era necessario não fazer escandalo. N'aquelle negocio não devia intervir qualquer pessoa estranha.
Logo que se apromptou, metteu na algibeira o dinheiro que pozera sobre a meza, e seguiu pelo corredor, abafando o ruido dos passos.
Parou em frente da porta do quarto de Laura e escutou.
Não duviu o menor rumor.