A cantora soltou um grito d'alegria.

—Antonino! disse ella.

O tenor voltou-se admirado, e viu na sua frente Antonino de Bizeux, de braços cruzados sobre o peito, dominando-o, com a alta estatura do seu corpo herculeo.

Na sombra do corredor, Lauretto viu Jacintha, pela porta entreaberta. Lançou em volta um olhar assustado, como que procurando por onde fugir.

Antonino bateu-lhe pesadamente com a mão no hombro.

Laura, deitando fóra o revolver inutil, correu para o marido.

O visconde disse, dirigindo-se ao tenor:

—É triste que eu venha desmanchar as suas combinações{311} infames. Graças á coragem e á dedicação d'aquella pobre rapariga que me foi chamar, eil-o preso no proprio laço que armou. Ao que parece é forte em violentar e insultar mulheres, mas defronte d'um homem não faz tão boa figura.

Lauretto respirava a custo sob o peso da mão de Antonino.

Apenas teve força para balbuciar: