E cobriu-lhe de beijos as mãos.
Ella retribuiu-lhe as caricias, e continuou:
—És feliz, não é verdade? Pois bem: procede de fórma a dissipar a nuvem sombria que, n'este momento, escurece a minha felicidade. Tens agora novos deveres. A tua vida não te pertence unicamente, é tambem minha, é nossa. Peço ao pae um juramento sagrado: peço-te, sob tua palavra d'honra, que em caso algum, nem mesmo provocado por Lauretto Mina, exporás a tua vida contra a d'esse miseravel.
Antonino hesitou.
—Sob minha palavra d'honra?... Nem mesmo provocado?... repetiu elle.
—Ah! hesitas!... disse Laura.
Elle percebeu a profunda anciedade de Laura.
Reflectiu n'um instante que uma mulher póde acreditar n'um compromisso tomado por aquella fórma,{319} mas que em taes circunstancias esse compromisso não obriga um homem.
Portanto replicou:
—Não hesito. Dou-te a palavra que me pedes.