Gressier lembrou-lhe o que o tenor d'uma vez dissera no foyer dos artistas:{327}
—N'um duello eu não arranho nem firo, mato. E ajuntou:
—Aquella sua phrase de certo foi simples modo de fallar, meu caro. Sem duvida não teremos que temer ámanhã um resultado tão tragico.
—Está enganado! replicou Lauretto, com sorriso feroz. Hei de matar o visconde! Hei de matal-o!
Gressier estremecera violentamente, por tal fórma Lauretto pronunciára as ultimas palavras.
Quando entrou em casa do conde de Bauriac, o baritono estava ainda sob o peso d'aquella desagradavel impressão.
O barão de Chazeuil reparou para o gesto de Gresnier, e disse:
—Não me parece que seja caso para temores. O sr. Lauretto Mina é um adversario para respeitar... como esgrimista, bem entendido, mas o sr. visconde de Bizeux saberá defender-se, com certeza.
Os infelizes artistas temiam as responsabilidades que pesam sobre as testemunhas de duellos que occasionam a morte, e desejavam encontrar um meio que os levasse a não continuar com as negociações.
Quando se tratou de resolver que sabres serviriam o conde de Bauriac disse, segundo o costume, que a sorte decediria.