O tenor escrevera:
«Enforca-te Lauretto! Laura esteve prestes a ser queimada viva, e tu não estavas junto d'ella para a salvar».
Em compensação, sorriu-se ao ler um outro bilhete.
«Compuz hoje de manhã um cantico d'acção de graças, uma alleluia triumphante, que irei executar-te no meu violino, logo que possas receber o teu mais humilde admirador.
Remissy».
A diva resolveu responder sem perda de tempo ao violinista, convidando-o a almoçar no dia seguinte.{43}
Chamou para isso Jacintha, a sua creada de quarto, pedindo-lhe o necessario para escrever.
Jacintha, collaça de Laura, tinha poucos mezes mais que a cantora.
Era uma formosa rapariga, d'um trigueiro assetinado e quente, olhos e cabellos pretos, labios vermelhos e sensuaes.
Nunca abandonára a cantora, a quem estimava muito, mas a quem servia mal.