—Não, meu amigo, é muito! Não devo consentir em tanta generosidade... não quero acceitar um tão grande sacrificio... não quero!...
N'esse momento ouviu-se uma voz, alta e clara, na sala contigua áquella em que estavam Antonino e Laura.
Era a voz de Lauretto Mina.{102} {103}
[X
O supplicio do silencio]
O tenor fallava com Jacintha, a creada de quarto.
Devemos declarar aqui que Lauretto pertencia ao numero d'aquelles a quem a expansiva Jacintha chamava bonitos.
—Deixa-me, rapariga! dizia, ou antes, gritava o tenor. Um companheiro nunca incommoda!
E entrou de subito na sala onde estavam Laura e Antonino.
A Linda empallideceu.
O visconde levantou-se, cerrando os labios, enraivecido.