--Quero ser a primeira, disse ella, porque sou filha. Brindo aos seus annos, papae.
E levou o calix aos labios, mas mal provou o vinho.
--Acompanho a V. Ex.a, acudiu Luiz, desejando com ardor que d'aqui a muitos annos os possa brindar e festejar, tão alegre e tão feliz como hoje.
--Do mesmo modo, repetiram os outros.
--Obrigados, meus amigos. Agradecido, filha.
E Jorge levou a seu turno o calix á bôcca, continuando depois:
--Agora, Magdalena, á saude dos nossos hospedes...
--E, ajuntou Luiz, á felicidade da filha de V. Ex.a, fazendo, todos nós, sinceros e ardentes votos, para que um bom anjo a proteja sempre, a ella, que nos recebe aqui como irmã nossa, e irmã muito affectuosa.
Magdalena tornou a ruborisar-se, olhando para Luiz com olhos de reconhecimento, e respondendo-lhe:
--Obrigada, meus amigos. Faço o que devo e menos do que merecem.