--És uma grande alma!
--Mas o mulato...
--Oh! o mulato, acudiu de prompto Luiz, é preciso cautela com elle!
--O cabinda não dorme! disse o negro em um tom d'ameaça.
--Bem. Agora vou escrever duas linhas e não te demores. Vai logo, sim?
--A minha filha espera, bem sei.
Luiz sentou-se e escreveu as seguintes linhas:
«Magdalena
«Poderei esquecer tudo, mas esquecer-te a ti, nunca. Fizeram-me bem as tuas palavras, E se estás soffrendo a melancholia das saudades que sentes por mim, eu estou entre as nuvens da tristeza, d'esta ausencia, em que nos tem uma distancia tão curta. Passaste a noite scismando em mim; eu não repousei, pensando em ti. Lá havias de sentir no teu seio os echos do meu pensamento. Irei vêr-te quando podér, e crê que te amo, que te adoro muito, muitissimo.
«Luiz.»