--Porque?

--A minha filha o saberá. O mulato não é bom.

Magdalena chamou então o portador e mandou-o com a resposta.

Quando voltou já não encontrou o cabinda.

Sentou-se ao piano, mas agitada, convulsa, nervosa e inquieta.

Não lhe sahia da imaginação o encontro que ia ter, e apesar de toda a sua ingenuidade, Magdalena tinha quasi a certeza de que ia commetter uma imprudencia.

O cabinda não era, porém, um homem capaz de consentir que alguem offendesse a sua filha. Elle que lhe disse que mandasse apparecer o mulato, é porque lá tinha os seus planos.

No entanto, Magdalena estava collocada entre as saudades que a pungiam, lembrando-se da ausencia de Luiz, entre os receios da entrevista concedida ao mulato a horas tão pouco apropriadas, e os grandissimos desejos de receber a carta, que o seu eleito lhe havia deixado.

Só n'isto a formosa menina pensava, só isto a absorvia completamente. Os seus livros predilectos, as suas florinhas queridas, os seus passeios pela chacara, foram esquecidos, foram olvidados.

Era dolorosa a posição de Magdalena. Nem uma irmã, nem uma amiga a quem podésse abrir o seio, com quem desabafasse, com quem repartisse o enorme peso, que a estava opprimindo!