--No entanto tenho as provas comigo.
--Mostra-as, se és capaz!
--Julgas então que era chegar, vêr e vencer! Enganas-te. Magdalena disfructava-te, porque fazia de ti um brinquedo, com que se divertia, sem nunca pensar em tomar a sério os teus protestos d'amor.
--É falso, repito! E senão mostra-me as provas ou esmago-te como quem esmaga um reptil venenoso!
--Tenho-as aqui e parece-me que bem claras.
--Fazes-me perder a razão, e depois...
--Conheces esta letra? lê...
E Americo deu a Luiz o bilhete em que Magdalena lhe concedia a entrevista.
--E, mais do que isso talvez... tens ainda aqui esta fita da trança dos seus cabellos... Que dizes agora?
Luiz nunca na sua vida sentira o que estava sentindo n'aquelle momento. Era o ciume, a raiva, o desespero e o odio, confundidos, misturados, amalgamados, n'um sentimento que a penna não póde traduzir.