—O Tupy que esbarrou numa cadeira. Tranquei-o na sala de dentro, e aos outros mandei pôr as correntes...

—Vai soltar o Tupy. É inoffensivo, tanta quanto é leal e cuidadoso. Nunca mereceu um castigo. Vai soltal-o!

—Deixa-o preso. O doutor assusta-se sempre que chega e o animal avança sobre elle...

—É uma prova de lealdade.{160}

—Que incommoda aos extranhos. Porque não bebes o leite? Queres?

—Leite?!... Hontem te preveni que leite é luxo e que não posso com essas despesas... Ainda o compraste hoje?

—O doutor mandou...

—Rim... rim... rim... rim...

—Ao depois, em caso de doença não ha desperdicio...

—Ora, deixa-me! Estamos a gastar de mais a mais. É o leite, é a botica, é o doutor... E melhoras? Por um oculo. Sinto-me cada vez peior. Nem das pernas sou senhor... Ha tres dias ainda eu me podia sentar. Hoje... nem recostar-me! Tenho kilos de chumbo nas pernas... Sei que vou morrer, se a coisa continua assim... Rim... rim... rim... rim... Fui sempre um homem conservado e indisposto para divertimentos. Não sei como a minha saúde estragou-se... Vai soltar o cachorro! Os seus movimentos inquietam-me. Jà atirou outra coisa ao chão...