—Ao seu lado estava uma écuyère italiana: deves gabar-te do gosto de teu noivo. Não se acompanha de mulher feia. É serio...
—Era bonita a que o seguia?
—Linda, Christina: mignon, alva, loura, e, com um arrebatador decóte, exhibindo um collo mais branco do que um pedaço de neve, do meio da qual, como uma abelha sobre uma petala de gardénia, um negro signal era tido como mascotte...
—Jà agora me penso feliz por não ter ido là.
—Que teria se tu tivesses ido?
—Não me conteria.{174}
—Ora, Christina! Serias a primeira a deixar tudo para veres como o teu noivo sabe gozar uma mulher. Não dirias nem uma palavra, mas lhe acompanharias a pessôa como a sua sombra. Quando não te agradasse fecharias os olhos. Vi-o, por exemplo, encher a bocca de champagne...
—Nada mais natural.
—É o teu erro. Quem não sabe é como quem não vê. Pensas, então, que elle tomou a bebida de dentro da taça?
—Sim.