—Evitado, como?
—Não acquiescendo à companhia de um homem de mà fama, como é o dr. Eduardo.
—Adivinhasse eu que elle viajaria para a Barra naquelle mesmo bonde em que eu fui... Hora de trabalhos na cidade...
—Recusasses os favores offerecidos.
—Ora, maman! Deixa-te de coisas! Qual é a mulher que se anima à grosseria de recusar gentilezas de um moço de distincto trato?...
—Conforme o renome desse moço.
—Tem mà fama o dr. Eduardo?
—Não sei, não. Dizem.
—Se tem mà fama, tem maus costumes. E como é que Saul, tão zeloso de sua honra, admitte, no seu convivio e nas suas recepções, um homem mal visto? Penso que os frequentadores de nossos salões, os habitués de nossa{12} intimidade, sejam pessoas dignas de acompanhar-me a um ponto qualquer, e, se não fôsse assim, a primeira privação delles, seria a do nosso convivio...
—Neste ponto és razoavel, sou eu a primeira a reconhecer... Mas, Saul referiu-me que estavas sem chapeu...