De olhos pisados e presos num halo de violeta cinta, ALEXANDRINA ergueu-se da steeple-chaise, e beijou a mão da velha senhora D. CAROLINA, que acompanhava MIMI, naquella matutina visita de nupcias.
Ao depois, como duas flores de uma só haste separadas para sempre que se reencontrassem, a recem-cazada recebeu alacremente nos braços a figura da amiga e beijaram-se fartamente.
De outro lado, ARTHUR, o novel esposo, enfardado no seu dolman de brins brancos, cumprimentàra, ceremoniosamente, a DONA CAROLINA e com um sorrizo prazenteiro applaudiu as bregeirices de MIMI.
Esta e ALEXANDRINA, ao depois de affaveis cumprimentos geraes, confidenciavam numa janella, por{116} detraz de arrendadas cortinas, onde se foram acastellar para a permuta de segredos...
—A que horas despertaste?
—Nem sei mesmo...
—Não é possivel.
—Palavra!
—Então ferraste no somno, e...
—Ao contrario: não durmimos.
—É exquisito.
—Como te enganas! Não calculas o que seja a estafa de um dia de noivado.